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Secretaria da Mulher e Emater promovem qualificação para fortalecer políticas públicas voltadas às mulheres no campo

Objetivo é prevenir violência de gênero, fortalecer rede de proteção e qualificar atendimento às mulheres em comunidades rurais

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Fotografia colorida em ambiente de escritório mostra uma mulher sentada diante de uma mesa, participando de uma videoconferência. Ela usa fones de ouvido com microfone e observa atentamente o monitor do computador. Na tela, está sendo exibida uma apresentação intitulada “Jornada de Formação para Extensionistas Rurais no Enfrentamento à Violência contra a Mulher no Campo”, promovida pela Emater/RS. Sobre a mesa há notebook, teclado, telefone, materiais de escritório e objetos de uso cotidiano. A imagem registra um momento de capacitação on-line voltado ao fortalecimento das ações de enfrentamento à violência contra as mulheres no meio rural.
Viviane destacou que a autonomia econômica feminina é um dos pilares para que a sociedade rompa ciclos de violência de gênero - Foto: Ascom SDM

A Secretaria da Mulher (SDM), em parceria com a Emater/RS-Ascar, iniciou, nesta sexta-feira (26/6), a jornada de formação "Enfrentamento à Violência contra a Mulher no Campo", voltada à extensionistas rurais de todo o Rio Grande do Sul. A iniciativa busca qualificar os profissionais que atuam diretamente nas comunidades rurais para identificar situações de violência, fortalecer a rede de proteção e ampliar o acesso das mulheres às políticas públicas.

A abertura da formação foi conduzida pela secretária-adjunta da SDM, delegada Viviane Viegas, durante uma videoconferência que reuniu mais de 150 participantes. Na ocasião, ela apresentou o Programa Estadual de Proteção e Promoção dos Direitos das Mulheres e destacou a importância de ações permanentes para enfrentar o aumento dos casos de feminicídio registrados no Estado.

“O enfrentamento à violência contra as mulheres precisa ultrapassar o campo institucional e se tornar um compromisso de toda a sociedade. Essa é uma discussão que deve estar presente nas famílias, nas escolas, nas empresas, nas comunidades e em todos os espaços de convivência. Somente assim conseguiremos romper com a violência", afirmou Viviane Viegas. 

Durante a apresentação, Viviane ressaltou que a autonomia econômica das mulheres é um dos pilares para o enfrentamento à violência de gênero. Segundo ela, ampliar as oportunidades de inserção no mercado de trabalho é fundamental para garantir a independência financeira e romper os ciclos de violência.

A secretária-adjunta também apresentou as ferramentas estaduais de atendimento à população, como o aplicativo GurIA e o serviço Escuta Lilás. Os participantes receberam orientações sobre os canais de denúncia, acolhimento e encaminhamento de casos de violência, além de conhecerem os resultados dos grupos reflexivos voltados a homens autores de violência, que têm contribuído para reduzir os índices de reincidência.

Captura de tela de uma videoconferência. Ao centro, uma mulher de meia-idade, de pele clara, cabelos castanhos claros na altura dos ombros e usando óculos de armação escura, aparece sentada em um escritório. Ela veste blusa de gola alta na cor vinho e utiliza um cordão azul com crachá. Ao fundo, há uma parede de vidro que divide o ambiente e permite visualizar outra sala de escritório com mesas, cadeiras e iluminação clara. No canto inferior esquerdo da tela, aparece a identificação "Clarice". No canto superior direito, estão os logotipos da Emater/RS e do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. A participante olha diretamente para a câmera durante a reunião virtual enquanto fala.
A formação permite que extensionistas identifiquem tipos de agressão e atuem junto às redes de proteção municipais, disse Tadia

A gerente técnica-adjunta da Emater/RS-Ascar, Fabrícia Tadia, ressaltou que a qualificação é essencial para preparar os extensionistas a identificar situações de violência e atuar de forma articulada com a rede de proteção existente nos municípios. "É preciso que nossos extensionistas possam identificar possíveis situações de violência, compreender os diferentes tipos de agressão e atuar de forma responsável e articulada com as redes de proteção existentes nos municípios. É um problema que desestrutura o núcleo familiar, impacta a produção, acelera o êxodo rural e compromete o desenvolvimento das comunidades. Por isso, agir coletivamente para defender e proteger as mulheres do campo também significa contribuir para a sustentabilidade social e econômica das famílias rurais", observou.

A jornada de formação terá continuidade com a realização de três lives técnicas sobre os diferentes tipos de violência, a Lei Maria da Penha, os fatores de risco presentes no meio rural e os procedimentos adequados para acolhimento e encaminhamento de casos. Também estão previstos encontros presenciais durante os Dias de Campo de Saúde do Trabalhador, com a participação de equipes técnicas da Secretaria da Mulher.

Texto: Ascom SDM

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